Em 2020, os pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 1,9%. Dados divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia mostram que foram 6,784 milhões de solicitações do benefício no ano passado, contra 6,655 milhões em 2019.

Apesar de observar um crescimento nos pedidos quando observado os índices anuais, o mês de dezembro foi o segundo consecutivo que registrou queda. Foram 425.691 solicitações de seguro-desemprego no último mês de 2020, um recuo de 4,6% frente a novembro, quando foram feitos 446.372 requerimentos.

Dezembro também registrou o menor índice de pedidos do ano passado e foi 2% menor que o registrado em dezembro de 2019. Em maio, na fase mais aguda da pandemia de coronavírus, foram registrados 960.308 pedidos.

Novas contratações

A redução do número de solicitações de seguro-desemprego nos últimos meses do ano acontece ao mesmo tempo em que houve uma recuperação do nível de atividade econômica e do mercado de trabalho.

Segundo dados do governo, em novembro, o Brasil gerou 414.556 empregos com carteira assinada, com as aberturas de novos postos superando as demissões pelo quinto mês seguido.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a criação de empregos formais, principalmente nos setores de serviços e comércio em novembro, mostra a retomada da economia. Os números de dezembro ainda não foram divulgados.

A taxa de desemprego do país, porém, permanece elevada e ficou em 14,3% no trimestre encerrado em outubro, afetando 14,1 milhões de pessoas, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Maiores perdas por setor e gênero

Os dados mostram que o setor de serviços registrou o maior número de requerimentos de seguro-desemprego em 2020 e concentrou 41% do total, com 2,779 milhões de pedidos.

O setor é o que mais tem sofrido com os efeitos da pandemia e das medidas de distanciamento social, além de ser o que mais emprega no país. Em 2019, serviços concentram 38,7% do total.

Os trabalhadores do comércio responderam por 26,6% do total de pedidos feitos em 2020, seguidos pelos que atuam na indústria (17,1%) e construção (9,4%). Já a agropecuária concentrou fatia de apenas 4,9%.

Segundo os dados da secretaria, 59,8% dos pedidos foram feitos por homens e 40,2% por mulheres.

Aproximadamente um terço dos trabalhadores que pediram o benefício (33,1%) estão na faixa dos 30 a 39 anos de idade e 20,6% na faixa entre 40 a 49 anos.

Do total de requerimentos de 2020, 56,9% foram feitos via internet.

 

Fonte: Portal www.contabeis.com.br

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